Hoje é uma data onde eu, teoricamente, deveria estar triste. Mas como tudo em mim parece ser diferente do resto do universo, não estou. Pelo contrário, sinto uma leveza, uma paz... Poderia até arriscar dizer que tenho a sensação de que coisas boas vão acontecer.
É estranho pensar na vida e ver que ela nos leva a caminhos que jamais poderíamos imaginar, nos faz conhecer pessoas que jamais imaginaríamos conhecer, sentir coisas que nunca pensamos ser capazes de sentir - bem, pelo menos comigo é assim.
Eu sou do tipo de pessoa que planeja tudo, tudo mesmo. Até bem pouco tempo eu já tinha toda a minha vida traçada na mente (com datas exatas!). Período de conclusão da graduação, ingresso e conclusão do mestrado e em seguida do doutorado. Mas um belo dia um amigo vira para mim e pergunta: "Ok, mas quando é que você vai casar e ter filhos? Com 40 anos?!" Obviamente, meu lado racional respondeu na hora: "Eu aqui falando dos meus planos de uma carreira brilhante e você vem me falar de casamento, Bruno?! Fala sério, já terei muito trabalho, pra que arrumar mais?" E lá foi ele com a tacada final: "Ah é? E de que adianta virar professora da PUC, Ministra da Educação ou sei lá o que, se quando você estiver velha não vai ter para quem contar como foi chegar lá?" Opa...alerta vermelho! Não dei razão a ele naquele momento, mas fiquei com isso na cabeça. Foi então que eu entendi o porquê dos meus planos.
Para alcançar o ápice da realização profissional você precisa ter 99% de dedicação e 1% de sorte. Ou seja, minhas chances são bem favoráveis. No entanto, em todos os outros aspectos da vida as probabilidades são bem diferentes. Daí, minha opção (mesmo que inconsciente). Em minha carreira só dependo de mim para fazer com que as coisas deem certo. Em coisas como "encontrar a metade da laranja", por exemplo, não é bem assim que funciona.
E por falar nisso, acho essa história de laranja a maior furada. Se arrumar um amor fosse tão fácil quanto escolher uma laranja, eu já teria uma linda história romântica para contar aqui. Tudo bem que eu não sou especialista em escolher frutas, verduras, legumes e afins (afinal, só tem 1 ano que moro sozinha...lala kkk), mas enfim, um dia eu acabaria aprendendo. Mas voltando as probabilidades, nessa história de feirante acho que a sorte assume a posição dos 99%.
Já ouvi também um papo de "sorte no jogo, azar no amor" e cheguei até a considerá-lo durante um tempo. Mas alooooow é determinismo demais!! Assim também não dá.
Então depois de toda essa salada mista, cheguei a conclusão de que dá sim para ser feliz nos dois. Talvez alcançar o ápice não seja tão importante assim...Já nem sei mais, estou repensando muitas coisas nos últimos dois meses. Repensando o que é realmente importante para mim. Confesso que essa ideia de chegar ao topo me agrada, só que o ápice sozinha com certeza não vai ter muita graça. Agora quanto a encontrar a outra metade da laranja... Vou dar um tempo para que ela mesma me encontre, me mande um SMS, um scrap, uma publicação no Facebook ou quem sabe uma carta e quando for a hora certa meu coração vai estar aqui aberto e leve, como sinto que está hoje.
E essa volta ao mundo era só para dizer que hoje eu não estou triste...e por que deveria estar?
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