segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sol e chuva

"Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove..."
                                                                              Primeiros Erros - Capital Inicial

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Renascer

‎"A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio,para tecer o momento novo. E ele chega."
Ana Jácomo


Chega e chega mesmo! Quando se está imerso na dor acreditamos que ela nunca vai passar, que a ferida jamais irá cicatrizar. Felizmente estamos enganados. Tenho aprendido isto dia após dia...

A dor que senti e pensei que fosse durar para sempre vai se dissipando aos pouquinhos a cada dia que passa. A saudade ainda é grande, mas já consegue abrir espaços para outros sentimentos. Já consigo sentir meu coração bater novamente. Já posso olhar-me no espelho e reconhecer alguns traços de quem realmente sou. Sinto-me viva de novo.

E voltar a viver quando já se pensava que não se podia mais, que nada mais faria sentido ou teria significado, faz com que possamos observar, compreender e valorizar cada instante, cada gesto, cada olhar, cada palavra, cada toque. É como um renascer dentro de si próprio. E eu renasci...

É galera, preparem-se:

ESTOU DE VOLTA!!!!!!!!!

sábado, 23 de abril de 2011

"Pânico 4" - análise de uma (ex) fã

"Filme Pânico 4 volta ao início e traz de volta o elenco original da saga. Pânico 4 é um dos mais assustadores da série."
Fonte:cinemacity.com.br


Fazendo uma breve busca a respeito do lançamento da saga de terror "Pânico" encontrei dezenas de comentários favoráveis a respeito do filme. Por um lado, não fiquei tão arrependida de analisar tais comentários somente após já ter assistido. Os comentários realmente fazem o filme parecer bom...só parecem. Após 11 anos sem sequer ouvir falar na história da jovem (que já não é mais tão jovem assim...) Sidney Prescott que é perseguida por um cara que usa uma máscara tosca e mata dezenas de pessoas com uma faca - e ainda consegue escapar sempre e em qualquer circunstância - ontem fui acompanhar de perto o novo capítulo da história. Para quem ainda não viu, eis o trailer oficial.

Durante todo o filme apenas uma palavra passava pela minha cabeça: BIZARRO! E o pior de tudo é que pouco se modificou quanto a estrutura: mesmas musiquinhas de suspense, mesmos personagens, mesma sequência de mortes previsíveis, só que fui cheia de expectativas por lembrar que gostava desse tipo de filme. Só não me atentei ao fato de que quando assisti Pânico pela última vez, eu tinha 11 anos... Naquela época realmente o filme me parecia o máximo! rs

É engraçado fazer este tipo de análise. Uma coisa que me fascinava há alguns anos atrás (e realmente chegava a liberar em mim doses de adrenalina) hoje em dia consegue, no máximo, me tirar algumas risadas. Porque só rindo com as mortes de Pânico!! Não vou dizer que em alguns (raros) momentos não me assustei, pois isso aconteceu sim. Mas simplesmente pela trilha sonora, um dos pontos fortes do filme - nisso tenho que concordar com a crítica. Em alguns momentos cruciais a trilha sonora foi o que manteve a ideia de medo da cena (porque a cena em si, em geral, era bem previsível).

Assistir a sequência de Pânico me trouxe dois aprendizados:
  1. Não assista uma sequência ou um gênero de filme que você assistia há mais de 10 anos achando que você ainda vai se impressionar;
  2. Não confie cegamente nas críticas de filme que você encontra pela internet. Sabe-se lá quem as escreve...pode ser algum parente do produtor, do diretor, ou alguém que ganha comissão pra encher a bola do produto.
Por fim, deixo mais uma dica: se você não confiou nas minhas duas dicas anteriores e em todo este post, pelo menos escolha uma boa companhia para assistir o filme com você. Assim, quando lá pela metade do filme você já estiver entediado, pode ser que encontre algo mais interessante para fazer.

O beijo por Martha Medeiros



"(...)Todo mundo sonha com aquele beijo made in Hollywood, que tira o fôlego e dá início a um romance incandescente. Pena que nem sempre isso aconteça na vida real. O primeiro beijo entre um casal costuma ser suave, investigativo, decente. Aos pouquinhos, no entanto, acende-se a labareda e as bocas dizem a que vieram. Existe um prazo para isso acontecer: entre cinco minutos depois do primeiro roçar de lábios até, no máximo, cinco dias. Neste espaço de tempo, ainda compreende-se que os beijos sejam vacilantes: tratam-se de duas pessoas criando um vínculo e testando suas reações. Mas se a decência persistir, não espere ver estrelinhas na etapa seguinte. A química não aconteceu.

Beijo é maravilhoso porque você interage com o corpo do outro sem deixar vestígios, é um mergulho no escuro, uma viagem sem volta. Beijo é uma maneira de compartilhar intimidades, de sentir o sabor de quem se gosta, de dizer mil coisas em silêncio. Beijo é gostoso porque não cansa, não engravida, não transmite o HIV. Beijo é prático porque não precisa tirar a roupa, não precisa sair da festa, não precisa ligar no dia seguinte. E sem essa de que beijo é insalubre porque troca-se até 9 miligramas de água, 0,7 grama de albumia, 0,18 de substâncias orgânicas, 0,711 miligrama de matérias gordurosas e 0,45 miligrama de sais, sem contar os vírus e as bactérias. Quem está preocupado com isso? Insalubre é não amar."

Martha Medeiros

domingo, 17 de abril de 2011

SMS


Nesse mundo high tech em que vivemos passamos a valorizar coisas que até bem pouco tempo sequer existiam. Um exemplo bem claro disso é o Short Messaging Service, ou como é conhecido popularmente SMS (mensagem de texto do celular, isso aí mesmo!).


Eu, por exemplo, sou uma fascinada por SMS. Tanto que se tiver que optar entre receber uma ligação e receber um SMS não há dúvida quanto a resposta. Tem pessoas que acham isso estranho... "Pow, com a ligação você vai ouvir a voz da pessoa que você gosta', ok, bom argumento. Mas eu sou muito mais visual. Não me basta ouvir, eu quero ver! Eu quero poder ver toda hora: quando acordo, durante o dia, deitada enquanto o sono não vem... (Já sei que isso é coisa típica de adolescente bobinha, mas sim, eu ja admiti isso em posts anteriores).


Nada mais emocionante do que o ícone da cartinha na tela do celular! rsrs


O SMS eterniza o momento, assim como a foto (que eu também sou fascinada - não é a toa que meu album do orkut tem mais de 700).


Pena que tem gente que não entende o que essa simples mensagenzinha pode significar...



Eu amo você





Esta postagem dispensa textos enormes, explicações ou desabafos. Ela fala por si. E constatando a verdade, é melhor rir pra não chorar! rsrs

E como eu disse no post anterior: faz parte...

Coração adolescente



Em geral, a maioria das pessoas que param pra analisar minha vida ficam admiradas. Me veem por fora como a jovem de 21 anos que já é independente, funcionária pública, estuda em uma das melhores universidades do pais e blablabla. Realmente essa é a carcaça. Alguns amigos que tem um contato mais próximo somam as descrições citadas anteriormente à minha "autosuficiencia", minha personalidade forte, minha queda por posições de liderança, meu lado psicóloga... Mas o que ninguém vê é que por baixo de toda essa fortaleza inabalável existe uma menininha. Tudo bem, tudo bem...não tão menininha assim. Na verdade existe uma adolescente - eu arriscaria dizer até sua idade: 14 anos.

Quando penso na minha adolescencia é essa idade que me vem com mais carinho à mente. Com 14 anos eu decidi que profissão iria seguir, fiz alguns dos meus melhores amigos para a vida inteira, era atriz, amei pela primeira vez e vivi meu primeiro grande amor. Foi uma fase feliz, talvez a mais feliz até hoje...

Hoje em dia existe muito pouco dessa adolescente em mim. A vida me levou para caminhos que eu não esperava... O primeiro amor não se tornou o homem da minha vida, os melhores amigos continuam sendo melhores, mas já não estão tão próximos, a carreira de atriz se tornou apenas uma lembrança num álbum de fotos... Mas hoje percebi que um pouco dessa garota ainda está aqui. Afinal, esperar ansiosamente por um SMS o dia inteiro é ou não é coisa de adolescente?!

Sete anos se passaram desde essa "fase feliz" e muita coisa aconteceu durante esse tempo: muitas lágrimas foram derramadas,mas tive momentos de sorrisos também; pessoas entraram e sairam da minha vida; objetivos foram alcançados, novas metas foram traçadas, planos foram refeitos, decepções surgiram no caminho... e com as porradas da vida (principalmente com as do último ano até agora) achei melhor fechar o coração para balanço por tempo indeterminado.


Coração fechado = impossibilidade de sofrimento


A conclusão mais lógica e racional que qualquer ser humano chegaria. Certo? Óbvio que não! (Eis mais uma conclusão que meus alunos chegariam fácil, fácil). Não adianta nada se fechar para um mundo que está a sua volta. Não escolhemos os sentimentos, não é possível selecioná-los. Querendo fechar os olhos e o coração para tudo que me rodeia acabei perdendo preciosos momentos, com preciosas pessoas. E esses momentos não voltam mais.


Não adianta acreditar nessa história de não amar para não sofrer. Lamento informar, mas não dá certo. O sofrimento faz parte. É lógico que ele não pode ser maior do que todo o conjunto da obra (e se for, dá um jeito de pular fora!), mas ele nos faz crescer. Hoje compreendo isso.


Como diz a música: "Vou deixar a vida me levar pra onde ela quiser". Já percebi que a minha mania de fazer planos em relação a tudo não me faz tão bem quanto eu achava que fazia. Existem coisas na vida que não podem ser planejadas, pois não sabemos quais são as peças que o destino vai nos pregar daqui a 5 anos nem daqui a 5 minutos. É preciso aprender a lidar com as surpresas do caminho, sejam elas boas ou ruins (principalmente com as ruins).


Decidi que vou me permitir! Vou me permitir matar aula, vou me permitir comer besteira, vou me permitir brincar de pique com meus alunos, vou me permitir ligar o ar-condicionado o tempo que for sem me preocupar com a conta de luz, vou me permitir arrumar a casa só quando der vontade, vou me permitir jogar conversa fora com meus amigos, vou me permitir sair com alguém sem o compromisso de fazer aquele alguém virar meu príncipe encantado, vou me permitir tomar um porre com Absolut de baunilha (a Lu e o Emersola que o digam, kkkk), vou me permitir ser eu, ser livre, ser leve...


O que me deixa mais feliz é que mesmo tendo passado por essa fase cinza de coração fechado, hoje sinto que estou preparada para abrí-lo novamente. E o melhor de tudo isso foi descobrir que a garota que me ensinou a amar ainda continua viva aqui dentro - ela estava apenas adormecida.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pronto, falei!

Finalmente...consegui! Talvez não na hora e lugar mais apropriados, mas falei. Falei, falei, falei. Coloquei para fora tudo que estava preso na minha garganta há meses. Não sei como a pessoa que ouviu vai encarar, não sei se vai me chamar de louca, não sei...só sei que falei. E falar me fez bem. Falar o quanto se gosta e porque se gosta deveria ser mais simples - mas para mim não é. Apesar da (quase) falta de coragem, hoje falei e me sinto mais leve.

domingo, 10 de abril de 2011

Mudanças

Mudanças fazem parte da vida. Nada é estático. Nada é hoje como foi ontem e nem será amanhã. Amores vem e vão, amigos vem e vão, pessoas vem e vão. Essa é a ordem natural das coisas, as mudanças. Diante desta realidade temos duas escolhas: fechar os olhos pra metamorfose constante que é a vida e sofrer ou encarar de frente, mesmo que com o coração apertado, e seguir a vida. Durante algum tempo achei mais fácil seguir a primeira opção. Me deixar levar pela tristeza do meu peito, esquecer a vida que pulsava a minha volta, desistir de tudo, inclusive da minha própria vida. Mas hoje percebi que não é justo. Não é justo comigo. Não é justo com quem me ama. Não é justo com quem ficou. Não é justo parar minha vida se o sangue ainda corre nas minhas veias e a energia vital do Criador ainda reside em mim. A partir de hoje eu vou mudar. Vou retomar o que deixei para trás, vou correr atrás dos meus sonhos e planos, vou olhar para frente e vislumbrar o horizonte como sempre fiz. Vou voltar a ser o que um dia eu fui e não uma sombra disso como sou agora. E ele vai estar sempre comigo, dentro do meu coração. De cabeça erguida eu vou seguir e ele vai vibrar por mim, tenho certeza.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

LUTO

Estou perplexa, chocada, revoltada e triste com a notícia que circula nos noticiários do Brasil e do mundo no dia de hoje. As lágrimas rolam pela minha face desde o momento em que vi as imagens. Neste momento toda a educação brasileira, e nós que ainda acreditamos nela, estamos de luto. Como professora da rede municipal me coloquei no lugar dos colegas de profissão. Como educadora, imaginei meus alunos naquela situação. Como ser humano faço minha a dor daquelas familias e de todos os que, lamentavelmente, presenciaram esta tragédia. Minha revolta perante a imagem daquele monstro ainda é grande, e peço a Deus que este sentimento não se mantenha em meu peito para que eu possa, de coração limpo, orar e pedir a Deus que dê conforto às famílias e luz aos que se foram.

sábado, 26 de março de 2011

Sobre coragem (ou a falta dela)

Nunca fui do tipo de pessoa que demonstra os sentimentos com facilidade. Sempre evitei falar do que sinto, como sinto, porque sinto...eu só sinto. E, geralmente, não demonstro. Sempre vi isso como uma maneira de me proteger, de me defender. Pelo menos era assim até bem pouco tempo. Depois de um grande choque, cheguei a conclusão de que não dá pra ser assim, pois a sensação de ter deixado de dizer tudo que gostaria para alguém que se ama é horrível. O que me conforta é saber que mesmo não tendo dito com palavras, acho que de certa maneira consegui demonstrar (pelo menos nesse caso).

Quando cheguei a essa brilhante conclusão (que qualquer um dos meus alunos de 7 anos poderia chegar sem nenhum esforço), e resolvi mudar minha postura frente às pessoas que amo e que são importantes pra mim, uma dessas pessoas se fechou.

DROGAAAAAAAAA!!! Quando eu finalmente resolvo me abrir e dizer o quanto gosto, o quanto queria te-lo por perto, o quanto ele é importante pra mim, ele muda. =/ Muda a atitude, muda o discurso, muda comigo. Se distancia, se afasta...

E agora, o que fazer? Não faço a mínima ideia. Às vezes me dá vontade de forçar um encontro, olhar nos olhos e dizer: Eiii, eu gosto de você, será que dá pra entender?! Pára de colocar um muro aqui no meio! Sinto sua falta, sinto falta da sua presença, do seu abraço, de te dar a mão. Outras vezes o medo bate e o alerta vermelho interior é ligado: "Ta maluca? Vai receber uma resposta que não quer ouvir, ou indiferença (o que é ainda pior!) Deixa tudo como está."

Certamente quem leu até aqui imaginou: "ihh tá apaixonada! " Já informo aos navegantes que não, não estou. Mas esse alguém citado anteriormente é uma pessoa que não quero perder, que não quero que saia da minha vida. Não o quero apenas como um contato a mais na minha lista de inumeros contatos do msn, um telefone a mais na agenda do meu celular. Quero estar perto, quero pedir (e dar) colo, quero poder abraçar de novo, quero poder desfrutar do silêncio que para nós não se faz silencioso, pois há muito mais além das palavras. Não é só um amigo, mas não se limita a um homem. É difícil de explicar. Só sei que é forte.

Tenho amigos que estão à quilometros de distância, mas sinto como se estivessem ao meu lado. Pessoas que amo e que se fazem presentes mesmo na ausência física. Mas essa amizade a qual me refiro nesse post é diferente: é uma amizade que necessita do toque, do olhar, do afago. Queria entender o porque, já que isso nunca fez muito meu estilo...mas há algum tempo alguém me disse que há coisas que não devem entendidas. Se for assim, talvez esta seja uma delas.

Acho que se eu conseguir derrubar essa barreira (que pela primeira vez não está sendo imposta por mim) a minha relação com as pessoas vai mudar. Talvez a coragem de expressar sentimentos se torne mais frequente na minha vida e desta forma poderei me sentir mais leve. Mas não quero pensar agora em como será depois. Quero apenas me manter firme e confiante de que me abrir é a melhor maneira. O primeiro passo já foi dado. Só espero que para dar o próximo a coragem não me falte.

Finalizo este post com uma inspiradora citação de Chaplin: "Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante!"

É isso aí, "vamo que vamo"!

Quando se perde alguém

Ontem fui às Lojas Americanas comprar um DVD da Turma da Monica para utilizar na minha aula sobre Maurício de Sousa. Acabei levando também um box de filmes do Elvis (que me fez lembrar do Alencar) pro meu pai e dois cd's pra minha mãe: Raça Negra e Leonardo (suas paixões!).

Hoje quando acordei me deu vontade de ouvir o cd do Leonardo - acho que acordei com alma sertaneja! Eis algumas faixas do cd: "Não aprendi dizer adeus", "Desculpe, mas eu vou chorar" "Pensa em mim"...nem preciso dizer o resultado desse mix. Turbilhão de lembranças e emoções à flor da pele.

É incrível como é complexo o estado das pessoas que perderam alguém querido. No começo dói muito, pra caramba, muito mesmo, parece que há um trator esmagando seu coração. Aí depois o tempo vai passando e aos pouquinhos parece que a dor ameniza. Até que um dia você se dá conta de que a vida voltou ao normal: você voltou a estudar, a trabalhar, a sair, a comer (é, eu não comia!)...e pensa: "é, acho que superei. Estou lidando bem com o que aconteceu" e basta uma música que fale de saudade, uma peça de roupa desse alguém que estava esquecida naquela gaveta que você nunca mexe, o lugar onde você e o seu alguém querido caminhavam juntos e parece que aquele misto de tristeza e saudade vem a tona como se tudo tivesse acontecido ontem.

Mas pensando bem, esses altos e baixos devem fazer parte do processo. O que não dá é se entregar na tristeza profunda, esquecer da vida e das pessoas importantes que fazem parte dela. Também não dá pra acreditar na ilusão de que nunca mais vai doer, foi só naquele momento e pronto. ÓBVIO QUE NÃO! Levando em consideração os dois extremos, acho até que estou me saindo bem...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Inverso

Hoje é uma data onde eu, teoricamente, deveria estar triste. Mas como tudo em mim parece ser diferente do resto do universo, não estou. Pelo contrário, sinto uma leveza, uma paz... Poderia até arriscar dizer que tenho a sensação de que coisas boas vão acontecer.

É estranho pensar na vida e ver que ela nos leva a caminhos que jamais poderíamos imaginar, nos faz conhecer pessoas que jamais imaginaríamos conhecer, sentir coisas que nunca pensamos ser capazes de sentir - bem, pelo menos comigo é assim.

Eu sou do tipo de pessoa que planeja tudo, tudo mesmo. Até bem pouco tempo eu já tinha toda a minha vida traçada na mente (com datas exatas!). Período de conclusão da graduação, ingresso e conclusão do mestrado e em seguida do doutorado. Mas um belo dia um amigo vira para mim e pergunta: "Ok, mas quando é que você vai casar e ter filhos? Com 40 anos?!" Obviamente, meu lado racional respondeu na hora: "Eu aqui falando dos meus planos de uma carreira brilhante e você vem me falar de casamento, Bruno?! Fala sério, já terei muito trabalho, pra que arrumar mais?" E lá foi ele com a tacada final: "Ah é? E de que adianta virar professora da PUC, Ministra da Educação ou sei lá o que, se quando você estiver velha não vai ter para quem contar como foi chegar lá?" Opa...alerta vermelho! Não dei razão a ele naquele momento, mas fiquei com isso na cabeça. Foi então que eu entendi o porquê dos meus planos.

Para alcançar o ápice da realização profissional você precisa ter 99% de dedicação e 1% de sorte. Ou seja, minhas chances são bem favoráveis. No entanto, em todos os outros aspectos da vida as probabilidades são bem diferentes. Daí, minha opção (mesmo que inconsciente). Em minha carreira só dependo de mim para fazer com que as coisas deem certo. Em coisas como "encontrar a metade da laranja", por exemplo, não é bem assim que funciona.

E por falar nisso, acho essa história de laranja a maior furada. Se arrumar um amor fosse tão fácil quanto escolher uma laranja, eu já teria uma linda história romântica para contar aqui. Tudo bem que eu não sou especialista em escolher frutas, verduras, legumes e afins (afinal, só tem 1 ano que moro sozinha...lala kkk), mas enfim, um dia eu acabaria aprendendo. Mas voltando as probabilidades, nessa história de feirante acho que a sorte assume a posição dos 99%.

Já ouvi também um papo de "sorte no jogo, azar no amor" e cheguei até a considerá-lo durante um tempo. Mas alooooow é determinismo demais!! Assim também não dá.

Então depois de toda essa salada mista, cheguei a conclusão de que dá sim para ser feliz nos dois. Talvez alcançar o ápice não seja tão importante assim...Já nem sei mais, estou repensando muitas coisas nos últimos dois meses. Repensando o que é realmente importante para mim. Confesso que essa ideia de chegar ao topo me agrada, só que o ápice sozinha com certeza não vai ter muita graça. Agora quanto a encontrar a outra metade da laranja... Vou dar um tempo para que ela mesma me encontre, me mande um SMS, um scrap, uma publicação no Facebook ou quem sabe uma carta e quando for a hora certa meu coração vai estar aqui aberto e leve, como sinto que está hoje.

E essa volta ao mundo era só para dizer que hoje eu não estou triste...e por que deveria estar?