sábado, 26 de março de 2011

Quando se perde alguém

Ontem fui às Lojas Americanas comprar um DVD da Turma da Monica para utilizar na minha aula sobre Maurício de Sousa. Acabei levando também um box de filmes do Elvis (que me fez lembrar do Alencar) pro meu pai e dois cd's pra minha mãe: Raça Negra e Leonardo (suas paixões!).

Hoje quando acordei me deu vontade de ouvir o cd do Leonardo - acho que acordei com alma sertaneja! Eis algumas faixas do cd: "Não aprendi dizer adeus", "Desculpe, mas eu vou chorar" "Pensa em mim"...nem preciso dizer o resultado desse mix. Turbilhão de lembranças e emoções à flor da pele.

É incrível como é complexo o estado das pessoas que perderam alguém querido. No começo dói muito, pra caramba, muito mesmo, parece que há um trator esmagando seu coração. Aí depois o tempo vai passando e aos pouquinhos parece que a dor ameniza. Até que um dia você se dá conta de que a vida voltou ao normal: você voltou a estudar, a trabalhar, a sair, a comer (é, eu não comia!)...e pensa: "é, acho que superei. Estou lidando bem com o que aconteceu" e basta uma música que fale de saudade, uma peça de roupa desse alguém que estava esquecida naquela gaveta que você nunca mexe, o lugar onde você e o seu alguém querido caminhavam juntos e parece que aquele misto de tristeza e saudade vem a tona como se tudo tivesse acontecido ontem.

Mas pensando bem, esses altos e baixos devem fazer parte do processo. O que não dá é se entregar na tristeza profunda, esquecer da vida e das pessoas importantes que fazem parte dela. Também não dá pra acreditar na ilusão de que nunca mais vai doer, foi só naquele momento e pronto. ÓBVIO QUE NÃO! Levando em consideração os dois extremos, acho até que estou me saindo bem...

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