Nunca fui do tipo de pessoa que demonstra os sentimentos com facilidade. Sempre evitei falar do que sinto, como sinto, porque sinto...eu só sinto. E, geralmente, não demonstro. Sempre vi isso como uma maneira de me proteger, de me defender. Pelo menos era assim até bem pouco tempo. Depois de um grande choque, cheguei a conclusão de que não dá pra ser assim, pois a sensação de ter deixado de dizer tudo que gostaria para alguém que se ama é horrível. O que me conforta é saber que mesmo não tendo dito com palavras, acho que de certa maneira consegui demonstrar (pelo menos nesse caso).
Quando cheguei a essa brilhante conclusão (que qualquer um dos meus alunos de 7 anos poderia chegar sem nenhum esforço), e resolvi mudar minha postura frente às pessoas que amo e que são importantes pra mim, uma dessas pessoas se fechou.
DROGAAAAAAAAA!!! Quando eu finalmente resolvo me abrir e dizer o quanto gosto, o quanto queria te-lo por perto, o quanto ele é importante pra mim, ele muda. =/ Muda a atitude, muda o discurso, muda comigo. Se distancia, se afasta...
E agora, o que fazer? Não faço a mínima ideia. Às vezes me dá vontade de forçar um encontro, olhar nos olhos e dizer: Eiii, eu gosto de você, será que dá pra entender?! Pára de colocar um muro aqui no meio! Sinto sua falta, sinto falta da sua presença, do seu abraço, de te dar a mão. Outras vezes o medo bate e o alerta vermelho interior é ligado: "Ta maluca? Vai receber uma resposta que não quer ouvir, ou indiferença (o que é ainda pior!) Deixa tudo como está."
Certamente quem leu até aqui imaginou: "ihh tá apaixonada! " Já informo aos navegantes que não, não estou. Mas esse alguém citado anteriormente é uma pessoa que não quero perder, que não quero que saia da minha vida. Não o quero apenas como um contato a mais na minha lista de inumeros contatos do msn, um telefone a mais na agenda do meu celular. Quero estar perto, quero pedir (e dar) colo, quero poder abraçar de novo, quero poder desfrutar do silêncio que para nós não se faz silencioso, pois há muito mais além das palavras. Não é só um amigo, mas não se limita a um homem. É difícil de explicar. Só sei que é forte.
Tenho amigos que estão à quilometros de distância, mas sinto como se estivessem ao meu lado. Pessoas que amo e que se fazem presentes mesmo na ausência física. Mas essa amizade a qual me refiro nesse post é diferente: é uma amizade que necessita do toque, do olhar, do afago. Queria entender o porque, já que isso nunca fez muito meu estilo...mas há algum tempo alguém me disse que há coisas que não devem entendidas. Se for assim, talvez esta seja uma delas.
Acho que se eu conseguir derrubar essa barreira (que pela primeira vez não está sendo imposta por mim) a minha relação com as pessoas vai mudar. Talvez a coragem de expressar sentimentos se torne mais frequente na minha vida e desta forma poderei me sentir mais leve. Mas não quero pensar agora em como será depois. Quero apenas me manter firme e confiante de que me abrir é a melhor maneira. O primeiro passo já foi dado. Só espero que para dar o próximo a coragem não me falte.
Finalizo este post com uma inspiradora citação de Chaplin: "Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante!"
É isso aí, "vamo que vamo"!
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